Nesta semana o jurado do programa QST, participou de uma entrevista no programa da ELIANA onde se discutia o problema do peso (ou excesso dele) na sociedade. Em um determinado momento, Eliana perguntou ao Miranda se devido o peso dele, ele sofreu bullyng quando era mais novo e o jurado disse que sim e que, não só sofreu, como reproduziu a violência em outros colegas.
Segundo ele, quem pratica o bullyng pode também ser uma vítima e estar somente reproduzindo a violência que vive em casa e na própria escola. Miranda ainda disse que a sociedade esta muito moralista atualmente, e que isso pode mais atrapalhar na educação das crianças e jovens do que ajudar. Não adianta sair criando leis para corrigir problemas que vem do berço. Por exemplo, a lei contra a palmada, vem tentar resolver um problema que é ligado a educação das pessoas e a estrutura familiar de cada uma. Não adianta proibir se você não mudar o pensamento de cada um.
As piada e as brincadeira de mau gosto sempre existiram entre os jovens e hoje é considerada um crime. E isso faz com os jovens não se preparem para os desafios da vida. (é claro que casos de violência devem ser tratados a parte, pois violência é crime). Se são as adversidades que nos tornam mais forte, os jovens de hoje estão crescendo sem resistência para a vida. Pois piadas e brincadeiras de mau gosto servem para que aprendamos a nos defender não somente de quem as faz, mas da vida também, pois este tipo de coisa não acontece somente na escola, mas ao longo da vida.
Se criarmos nossas crianças e jovens dentro de uma caixa de vidro, protegendo-os de tudo e de todos, eles não criam “anticorpos” para ela Precisamos sim ficar atentos aos excessos, mas precisamos ensinar aos nossos jovens que a vida é um processo de seleção natural sem fim, onde sempre vencem os mais fortes, os mais bem preparados. É como se fosse um vestibular, aquele que consegue abrir mão de festas, momentos em família e se focar no estudos, será presenteado com a vaga sonhada, enquanto que aqueles que não possuem persistência, foco, força de vontade e que passaram a vida “colando” com certeza não conseguiram nada.
Por isso, moralismos a parte, precisamos condenar o que de fato for crime sem tratar nossos jovens como bibelôs de porcelana.
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